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FDTE INFORMA #18

EMBRAPII CRIA UNIDADE DE PESQUISA E INOVAÇÃO VOLTADA AOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO ECOEFICIENTES

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência de Materiais (LME), do Departamento de Construção Civil da Poli-USP, a Universidade de São Paulo e a Fundação para o Desenvolvimento da Tecnologia (FDTE) estão formando a Unidade Embrapii Poli/USP – Materiais de Construção Ecoefiente, que será coordenada pelo professor Vanderley John. Esta é a primeira unidade da Empresa de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) voltada para a construção civil.

O professor Vancerly John afirma que a Embrapii, inspirada em experiência européia, em vez de criar um centro de pesquisa para apoiar a indústria opta por selecionar, dentro de uma universidade ou de um instituto de pesquisa, um grupo que já tenha tradição em trabalhar e ter contratos com a indústria. “O grupo é selecionado pela Embrapii por edital público e passa a operar sob três bandeiras. No nosso caso recebe o nome de Unidade Embrapii/Poli/USP e será administrada pela FDTE, que é parceira em quase todos os projetos do LME. Esta unidade será uma instituição com objetivo de trazer para a USP empresas interessadas em inovação”, afirma. Os projetos que estiverem nessa plataforma Embrapii poderão receber apoio financeiro do governo via Embrapii. São recursos orçamentários de até 30% do valor do projeto, dependendo do processo de negociação, do grau de inovação e do risco que a proposta representa. O restante é dividido entre a universidade e a FDTE.

Em parceria com a FDTE e com o apoio da reitoria e da pró-reitoria da USP, a Poli está criando esta plataforma, que será a primeira unidade Embrapii da USP. “Vamos fazer algo focado, ágil do ponto de vista burocrático, com procedimentos padronizados, o que permitirá a fixação da equipe, aumentando nossa capacidade de atender a indústria. A reitoria vai alocar dois engenheiros da USP para reforçar a equipe do laboratório. Isso é muito importante porque hoje temos uma equipe bastante limitada”, afirma o professor. Diz ainda que a plataforma para materiais de construção ecoeficientes irá trabalhar com uma série de componentes de construção, sistemas construtivos, sempre com a visão de reduzir o impacto ambiental sem aumentar os custos.

Com o apoio da Embrapii e da FDTE, o LME vai organizar um grupo para tornar o processo de negociação e contratação de pesquisas pelas empresas junto à USP, muito mais rápido. A empresa e a pesquisa contarão com o apoio de recursos públicos. “A ideia dos recursos públicos não é reduzir o investimento empresarial, mas permitir que as indústrias façam coisas mais arriscadas e mais avançadas”.

“A ideia é permitir que as indústrias façam coisas mais arriscadas”



Segundo o professor Vanderley John, a Embrapii estava sem unidades voltadas à tecnologias mais avançadas, mas que a Poli convenceu a empresa de que era importante ter uma unidade voltada ao setor da construção civil. “Estamos na fase final de contratação, houve alguns problemas associados ao fato de que a Embrapii nunca havia feito um contrato com uma unidade estadual paulista. Esperamos lançar isso em agosto, durante a Concrete Show, maior feira de materiais cimentícios da América Latina”.

O professor comenta que o projeto ajuda a aumentar o nível de resposta que a universidade dá para a sociedade. “Tem muita coisa que a gente faz e que as pessoas não se dão conta. Este mecanismo da Embrapii ajuda porque traz recursos e obriga a universidade a modernizar seus processos de estabelecer parcerias com entidades privadas. Nesse sentido ele defende a implantação efetiva do parque tecnológico inaugurado ao lado USP para que projetos como este da Embrapii possam deslanchar. “Esta área aqui da cidade de São Paulo que abriga o campus da USP tem um acúmulo de conhecimento que, se houvesse sensibilidade do governo em implementar o parque tecnológico, a sociedade se beneficiaria significativamente. Com pequenos investimentos poderíamos multiplicar os benefícios do conhecimento que está estocado na USP, e a Embrapii é um caminho nesse sentido”, concluiu.

EMBRAPII

A Embrapii, empresa criada em 2013 pelo governo federal, visa contribuir para o desenvolvimento da inovação na indústria brasileira através de sua colaboração com institutos de pesquisas e universidades.

Para desenvolver seus projetos, a indústria interessada pode entrar em contato com a Unidade Embrapii ou na própria Embrapii - http://embrapii.org.br/categoria/polos-embrapii-if/ que atenderão a demanda por pesquisa, desenvolvimento e inovação. As Unidades credenciadas têm um modelo de cooperação flexível e ágil e, como a Embrapii/Poli/USP, são especialistas em competências tecnológicas, garantindo alto nível de atendimento.

Neste processo a empresa tem as seguintes vantagens: menor custo, pois o investimento é compartilhado; foco na demanda por inovação; parte dos recursos do projeto já disponível; agilidade nos contratos; melhor nível de desenvolvimento tecnológico e profissionalização na execução dos projetos.

A Embrapii não tem participação na propriedade intelectual e antecipa os recursos para suas Unidades credenciadas, que contratam projetos diretamente com as empresas. Portanto, os recursos já estão disponíveis assim que o contrato é assinado. Esses recursos são para o custeio do projeto, que é negociado diretamente entre a EMPRESA e a Unidade credenciada.

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Professor Vanderley John: A Poli está criando a primeira unidade Embrapii da USP

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